Terça, 21 Julho 2009 23:24
Poder-se-á aceitar que num país que apresenta uma das taxas de incidência de sida mais elevadas do mundo alguém defenda a não utilização de preservativo? Não, claro que não!
Será passível que em nome de uma religião se pregue a reprodução humana como justificação para a condenação de qualquer meio contraceptivo e de prevenção? Penso que não!
Em Março deste ano os média deram a conhecer ao mundo a visita do Papa Bento XVI , chefe máximo da igreja católica à África do Sul, pais gravemente assolado pelo vírus HIV.
Referida foi também a opinião da igreja católica acerca da utilização do preservativo, opinão esta que continua a chocar uma sociedade realista e atenta aos fenómenos sociais mais graves.
Todos esperavam ansiosamente ouvir algo naquele local, mas nada faria prêver afirmações que fossem contra toda uma realidade social vivida naquele país, milhões de pessoas morrem todos os anos na África do Sul vitimas desta doença até hoje incurável, familias inteiras são devastadas pela morte precoce dos seus membros.
A sexualidade e tudo o que nela está envolvido é um tema bastante sensível e pertinente ao mesmo tempo para um país com um problema social desta dimensão, logo é de esperar soluções que de alguma forma atenuem a tendência para o aumento da taxa do HIV e não o contrário.
Está mais do que na altura da igreja católica revêr crenças que não fazem sentido num contexto social como o da actualidade, nomeadamente no que diz respeito às questões sobre sexualidade.

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